ABNT
EDIÇÃO DE JULHO / 2012      3783 visitas  
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[ Entrevista ] brasileiro, de como a Anfavea se articula para fortalecer e impulsionar o mercado e ainda sobre sustentabilidade e a importância das normas técnicas para a indústria de automóveis. <br/> Quais são as suas principais metas na presidência da Anfavea? A atual diretoria, da qual sou<br/> presidente, foi eleita para a gestão de abril de 2010 a abril de 2013. <br/> Além de dar continuidade ao trabalho daqueles que nos antecederam, temos como bandeira a elevação da competitividade da indústria automobilística brasileira, o que se faz com investimento privado e políticas governamentais<br/> que prestigiem a produção no país e também estimulem a adoção de novos patamares tecnológicos e de permanente inovação. <br/> O objetivo, em ambiente global altamente competitivo, é consolidar nossa indústria entre as principais, em nível mundial. <br/> Quais são os grandes desafios enfrentados do<br/> setor automotivo nacional atualmente? Numa só palavra, é competitividade. <br/> Produzir no Brasil tem uma série de singularidades. <br/> Vivemos em plena democracia, com livre trânsito da iniciativa privada, e esse valor é excelente, porque demonstra aos investidores que é seguro investir no país.<br/> <br/> Mas precisamos mais: temos problemas de infraestrutura, custo de capital para produção, custos financeiros, logística, custos tributários elevados. <br/> Ou seja, todos esses itens e muitos outros, que podemos denominar de dificuldades de se produzir no Brasil, afetam a possibilidade de<br/> concorrer em igualdade de condições com as demais indústrias de países emergentes. <br/> Essas dificul dades são entraves à nossa indústria que, apesar disso, continua investindo e ampliando a capacidade de produção no Brasil, em razão www.abnt.org.br razão do potencial de mercado automotivo<br/> brasileiro de médio e longo prazos. <br/> ?Temos como bandeira a elevação da competitividade da indústria automobilística brasileira, o que se faz com investimento privado e políticas governamentais? De que forma Anfavea se articula para impulsionar o setor automotivo? Nossa atuação se dá em dois<br/> níveis: um é estritamente técnico, procurando colaborar com as autoridades na construção de normas técnicas, para que sejam eficientes e eficazes, e que tenham prazos razoáveis para implantação. <br/> Por exemplo, a obrigatoriedade do freio com sistema ABS e o airbag vem sendo implantada conforme<br/> cronograma, de modo a permitir que a indústria possa introduzir tais equipamentos em todas as suas linhas de produtos, paulatinamente, o que é bom para o consumidor, para a indústria e para o país. <br/> Em outro nível, interagimos em caráter institucional, procurando levar às autoridades as<br/> dificuldades que enfrentamos em termos setoriais e macroeconômicos. <br/> Falamos, ouvimos e procuramos em conjunto as melhores soluções para todos: sociedade, indústria, governo, trabalhadores, consumidores. <br/> Como exemplos, temos o novo regime automotivo para o período 2013-2017 [conforme<br/> Decreto nº 7.716/2012], que valorizará a produção no país, e as recentes medidas adotadas visando neutralizar este momento desfavorável de mercado e de produção. <br/> Como o setor automotivo brasileiro tem enfrentado a concorrência dos importados? As importações de veículos evoluíram de 90 mil<br/> unidades em 2005 para cerca de 900 mil veículos em 2011. <br/> Ou seja, a participação dos importados no mercado brasileiro passou de 5% para 24% no período. <br/> Esse crescimento aconteceu fundamentalmente pela perda de competitividade do produto fabricado no país, devido aos custos internos de<br/> produção maiores (até 60% superior aos do exterior) e também devido à questão cambial estimulando a importação. <br/> Agora, com o novo regime automotivo, teremos as bases para melhorar as condições de produção nacional, porém devem ser atacadas ineficiências estruturais brasileiras que repercutem<br/> nos custos das empresas dentro e fora dos portões das fábricas. <br/> A expectativa é de que, dentro do Plano Brasil Maior, tenhamos políticas estruturais de competitividade para a indústria brasileira. <br/> Desde o início do ano, o setor automotivo brasileiro vinha registrando queda das vendas e<br/> alta dos estoques. <br/> Agora, com a política de reduções do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), anunciadas pelo Ministério da Fazenda, quais são as expectativas? Com as medidas adotadas, a expectativa é de que possamos encerrar 2012 com<br/> crescimento de mercado interno, em nível de PIB, e também crescimento da produção, embora em menor nível. <br/> As nossas previsões iniciais são de um mercado total da ordem de 3,77 milhões de unidades (entre nacionais e importados) e produção de 3,5 milhões de veículos este ano. <br/> As novas<br/> medidas já estão agindo sobre o mercado e esperamos que o ritmo de vendas possa ser retomado com normalidade. <br/> 11 Boletim ABNT julho 2012

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